Para expressar o que queria ser quando crescesse, o menino fez um desenho de si como médico. Outra criança usa tintas de várias cores para ilustrar as memórias felizes de sua terra natal. Ambos estão entre os 200.000 refugiados recolhidos pela Jordânia, que se tornou um porto seguro para quem consegue fugir da opressão e violência que assolam os vizinhos Iraque, Palestina e Síria.

Alexandra Dawley foi voluntária do na Jordânia, e defende o uso de atividades artísticas para a adaptação da pessoa a uma nova circunstância. Com o apoio de Rotary Clubs da Ilha de Vancouver, no Canadá, e de adolescentes refugiados na Jordânia, Alexandra abriu uma oficina de arte que é uma verdadeira válvula de escape para crianças e jovens.

Ela cita que sua inspiração veio das 10 habilidades consideradas vitais pela OMS e Unicef para pessoas desalojadas. Entre elas figuram resolução de problemas, criatividade, comunicação, empatia e capacidade de trabalhar com as emoções e alto nível de estresse.

“Eu não sou terapeuta artística, mas sei que a arte é um bom remédio para muitos males e pode ser feita de maneira simples e barata”, elabora Alexandra, que teve o mestrado em desenvolvimento social na Universidade de Sussex, Inglaterra, financiado por Subsídio Global da Fundação Rotária. Seus três meses de trabalho voluntário em 2014 na Jordânia contaram para sua pesquisa acadêmica.

Fundado em 2006, o Collateral Repair Project é uma organização sem fins lucrativos que ajuda refugiados a criarem um senso de comunidade na Jordânia. A entidade administra um programa de assistência para garantir que as pessoas tenham nutrição básica e alojamento. Por meio do centro comunitário, ela oferece vários programas, como aulas de computação e inglês, e uma cooperativa para mulheres.

O interesse de Alexandra em ajudar refugiados surgiu quando ela participou do nosso Intercâmbio de Jovens. Nesta época em que morou em Budapeste, na Hungria, ela prestou serviços em um orfanato e usou atividades artísticas e dramaturgia com as crianças. Além disso, ajudou no comando do curso de inglês na organização sem fins lucrativos American Corner. “O Intercâmbio de Jovens abriu minha cabeça para o mundo e mudou a trajetória da minha vida.”

Barbara Cameron, que cuida das bolsas de estudos no Distrito 5020, guiou Alexandra no processo de inscrição e no voluntariado na Jordânia. Ela também ajudou a jovem na organização de apresentações aos Rotary Clubs da Ilha de Vancouver sobre seu trabalho com refugiados. Com isto, Alexandra arrecadou mais de $2.000 para sua oficina de arte.

Depois da bolsa, o plano de Alexandra é voltar ao Canadá e trabalhar com refugiados e imigrantes, além de continuar divulgando o Collateral Repair Project. Sua esperança é de um dia voltar ao Oriente Médio e fazer doutorado sobre migrações forçadas. O objetivo maior da canadense, entretanto, é colaborar na formação de normas para o desenvolvimento de programas holísticos que cuidem melhor dos refugiados, em vez de deixá-los dependentes da ajuda do governo.

“Grande parte do mundo está em conflito, muitas pessoas estão sendo desalojadas e se tornam refugiadas. Por isso, precisamos de um canal para que estas pessoas sejam ouvidas e consigam dar uma guinada em suas vidas.”



Rotary News

17-OCT-2014

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