Na reunião do dia 16 de Abril de 2016, o companheiro Rodney Guazzelli trouxe um Momento Rotário que deixou a todos muito preocupados: o analfabetismo.

Milhões de adultos no mundo todo não sabem ler ou escrever, e enfrentam mais dificuldades para sustentar a si mesmos e a suas famílias.

De acordo com um estudo conduzido pela organização sem fins lucrativos ProLiteracy, até mesmo nos Estados Unidos, um país com muitos recursos, 36 milhões de adultos não sabem ler melhor do que um aluno da terceira série primária. Uma pesquisa realizada em 2003 pelo Instituto Nacional de Alfabetização constatou que quase metade dos residentes com mais de 16 anos de idade da cidade de Detroit eram analfabetos funcionais, ou seja, incapazes de usar suas habilidades de leitura, fala, escrita e didática no cotidiano.

Kristen Barnes­Holiday, diretora de programas da Reading Works, uma organização de combate ao analfabetismo entre adultos de Detroit, diz que os resultados obtidos até agora pelas agências que lutam contra este problema não tem sido bons.

O analfabetismo afeta todas as fases da vida de uma pessoa. Aqueles que não sabem ler ou escrever são muito mais propensos a continuarem na pobreza, terem problemas de saúde e viverem isolados em um mundo cada vez mais dependente da utilização de computadores. “É fato que a falta de mão de obra especializada contribuiu para o retrocesso econômico da cidade de Detroit, explica Kristen”.

O analfabetismo e o ciclo da pobreza

No entanto, o que mais nos preocupa é o impacto sobre as gerações futuras.

“Muitas crianças crescem em lares onde os pais são analfabetos”, diz ela. “Se proporcionarmos mais dinheiro para a educação desta geração, obteremos melhores resultados. Porém, isso não acontecerá se não abordarmos os problemas existentes em casa”.

O rotariano Mark Wilson, que tem participado ativamente de projetos deste tipo em Detroit, concorda que a alfabetização de adultos não está recebendo a atenção que merece.

O clube de Mark, juntamente com outros clubes da região de Detroit, decidiu trabalhar com a ProLiteracy Detroit para arrecadar fundos para recrutar e capacitar professores. Além disso, os rotarianos doaram 261.000 livros e 587 computadores para agências de alfabetização espalhadas pela cidade.

Um subsídio da Fundação Rotária levou a Detroit um grupo de especialistas em alfabetização da Austrália para compartilhar seus conhecimentos com as pessoas encarregadas de fornecer o treinamento aos professores. Além disso, os fundos do subsídio ajudaram no lançamento de um programa de televisão semanal para sensibilizar o público e conseguir o apoio de empresas locais.

Segundo os dados do Sistema de Informação sobre Educação de Adultos de Michigan, graças aos esforços dos professores voluntários, mais de 500 adultos melhoraram suas habilidades de leitura a um nível equivalente a três anos de educação primária.
Margaret Williamson, diretora­executiva da ProLiteracy e associada do Rotary Club de Detroit, disse que o projeto gerou benefícios além das expectativas. “Não estamos buscando apenas melhorar a capacidade de leitura das pessoas como também proporcionar a elas as habilidades necessárias para encontrarem emprego”, diz ela. “O que aconteceu foi que, através da rede rotária, estes adultos encontraram pessoas dispostas a lhes dar uma oportunidade”.

Os rotarianos se tornaram grandes defensores da alfabetização de adultos, influenciando várias agências governamentais, acrescenta Margaret. Como resultado, uma instituição financeira facilitou a abertura de um centro para formação profissional, e a ProLiteracy recebeu mais dinheiro para formação de tutores e expandiu a sua rede de parceiros.

“Quando você ensina uma pessoa a ler, ela terá isso para toda a vida. Esse impacto se espalha por toda a comunidade. Esse era o nosso objetivo”.

Fonte: Arnold R. Grahl |Rotary News

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