Aproveitando a brisa leve e as águas calmas do Pacífico, Seung Jin Kim pulou de seu veleiro de 13 metros, o Arapani, para nadar com alguns golfinhos. A serenidade daquele dia, quando se encontrava próximo à linha do Equador, era uma diferença gritante dos ventos fortíssimos que enfrentou no Cabo Horn, o ponto mais meridional da América do Sul. Mas Kim, velejador veterano e associado do Rotary Club de Seokmun, na Coreia do Sul, já esperava tais desafios quando decidiu, em meados de outubro, fazer a jornada de 41.200 km pelo mundo. Além de realizar um sonho, ele está usando a viagem para aumentar a conscientização pública e arrecadar fundos – sua meta é pelo menos US$200.000 – para a nossa campanha contra a pólio.

Ele está quase na metade de seu percurso, que deverá levar oito meses. No início de fevereiro havia passado pelas Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, no Atlântico, em direção ao Cabo da Boa Esperança, na África do Sul.

“Quero fazer com que as pessoas acreditem em um futuro melhor e mais próspero”, disse Kim, que escolheu o tema “Velejando com Esperança” para sua jornada. “Estou viajando pelo mundo em apoio ao trabalho do Rotary para que consigamos erradicar a pólio da face da Terra. Quero que as pessoas saibam que estamos muito próximos deste objetivo.”

Para divulgar a campanha, a vela do Arapani exibe o logo da campanha Elimine a Pólio Agora. Kim espera que as pessoas que virem o logotipo tenham curiosidade de procurar mais informações a respeito do assunto.

“O sucesso da iniciativa de arrecadação de fundos dependerá de sua publicidade”, explica. “Quanto mais pessoas conseguirmos atrair no final da minha jornada, mais fundos poderemos angariar para a erradicação da pólio.”

Embora faça contato diário com sua equipe de apoio, da qual fazem parte outros associados do Rotary da Coreia do Sul, ele reconhece que a solidão é um aspecto complicado. “A parte mais difícil da viagem foi o momento em que me dei conta de que estava completamente sozinho no meio do oceano”, conta.

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Kim, que planeja voltar à Coreia do Sul no final de maio, terá cruzado os Oceanos Pacífico, Austral, Atlântico e Índico.

Ele diz que as coisas das quais sente mais falta são uma refeição caseira e a oportunidade de dormir sob o mesmo teto que sua família. Mas Kim já está planejando outras aventuras. “Quero fazer isso de novo, mas com pessoas mais jovens que tenham o mesmo sonho de velejar pelo mundo.”

A jornada do rotariano foi patrocinada por 18 distritos* de seu país. No dia em que ele partiu, seus companheiros do Rotary colocaram poemas, palavras de inspiração e fotos pela marina. “Sou muito grato pelo apoio e incentivo. Eles são uma grande fonte de inspiração para mim”, diz Kim.

Sun-Hyung Cho, governador do *Distrito 3620 e integrante da equipe de apoio, conta que os associados estão acompanhando de perto o progresso de Kim.

“Estamos muito orgulhosos dessa viagem pelo mundo”, afirma Cho. “Isso é importante para o Rotary, pois a mensagem de Kim pode ajudar a convencer outros rotarianos a se envolverem mais na luta contra a pólio. Acredito que atitudes positivas atraem reações positivas, e este caso é um ótimo exemplo disso.”

Para saber como doar para a viagem de Kim, contate o nosso escritório na Coreia
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*Clubes voluntários de serviços do Rotary que ocupam uma mesma área geográfica se organizam em distritos
**Este texto foi publicado originalmente no site Rotary.org 

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